quarta-feira, 16 de julho de 2008

AOS MEUS AMIGOS...

Hoje quero falar aos amigos e já sei que vou pecar pela falta de palavras. Existem temas para os quais nunca haverá palavras precisas ou suficientes, sobre os quais nunca falaremos o suficiente. Esse é um deles.

Por esses dias, uma pessoa me disse que reconhecemos um amigo quando ele aparece exatamente naquele momento em que nós precisamos e oferecendo exatamente aquilo que procuramos, mesmo sem a consciência, de qualquer ou ambas as partes, da necessidade ou da procura. Assim sendo, só posso ser imensamente grata pelas pessoas que me cercam, porque sempre que balanço tem alguém para me estender, gentilmente, o braço.

Há pouco, em meio a várias coisas novas e boas que vêm me acontecendo, eu vacilei. Deixei que sentimentos do passado me atormentassem. Não fui capaz de reconhecer no meu medo e até um pouco de descrença do futuro a insegurança causada pelo sofrimento passado. Foi aí que alguns amigos apareceram me oferecendo braços e corações. Um me ajudou a reconhecer o que estava acontecendo e o outro me transmitiu o carinho, calor e força importantes para seguir.

Amigos são pra essas coisas... quando precisamos eles nos mostram quem somos; nos ajudam a mudar; nos fazem mais bonitos; nos ouvem; nos falam; nos calam; nos ajudam a levantar; nos ajudam a correr; nos ajudam a parar; nos mostram algum caminho; nos ajudam no nosso; torcem por nós mesmo quando sabem que o resultado não será bom; nos acompanham no esquecimento ou na lembrança; nos aceitam; nos incentivam; nos fazem rir e riem conosco; nos fazem ver, mas querem nos proteger da luz forte que fere o olho; (e muitas outras coisas que, eu disse, faltariam ser ditas). Enfim, amigo é assim mesmo...

Assim, explicito aos meus amigos o meu desejo de presença minha em seus momentos e de vocês nos meus. E um brinde aos nossos momentos, em especial àquele em que os olhares se cruzam e com apenas um pequeno sorriso no canto do olho ou um leve assentir de cabeça nos dizemos estarmos entre amigos. Mas, também, àqueles do riso fácil e das conversas bobas; das noites não dormidas e sempre muito divertidas; dos encontros rápidos e casuais; das recepções calorosas; das declarações entusiasmadas de bêbados; das confidencias quase silenciosas de cúmplices; das parcerias incondicionais nas bagunças e nas solidões; do pronto-atendimento ao pedido de socorro; dos ouvidos dedicados ao meu mar de palavras e devaneios; do silêncio que me reprova sem em magoar; da conversa que me mostra um caminho para eu mesma trilhar (porque sou orgulhosa!); das ligações ou mensagens inesperadas só para gritar saudade; dos cigarros fumados no tédio; das vistas admiradas no ócio; do silêncio depois dos bons filmes; do entendimento do meu silêncio nas primeiras horas da manhã; da compreensão pelas minhas falas às vezes bravas e um tanto severas, enfim, pela minha forma meio rude de amar!...; um Brinde a todos os momentos em que nos sabemos e nos fazemos amigos!..

Portanto, aos meus amigos o meu amor incondicional e com vontade de infinidade. Obrigada por me deixarem amá-los e me oferecerem amor.
Amigos queridos, amores queridos, xuxus,
Dedico meu coração a vocês e sei que cuidarão.

2 comentários:

Unknown disse...

Amei seu texto Larissa!!! Mostra bem como você é. Nos conhecemos há tão pouco tempo, mas já é fácil perceber que existe uma afinidade entre nós, mesmo sendo diferentes em algumas coisas. Adorei conhecê-la!
Um grande abraço!

Alessandra Batista disse...

Flor...
Te amo!
simples assim...