Às vezes tudo fica tão distante de mim... Tudo à minha volta parece tão mundano, tão terreno, enquanto eu flutuo. Parece que nada de prático, de real, de provável faz sentido. O meu mundo do dia cedido ao esmo, ao ócio, ao momento, pelo puro prazer de estar ali toma um sentido tão perfeito, tão coeso que, a partir dali, nada mais importa.
Faço-me poeira dançando ao vento e de repente só isso posso ser. Não posso nem quero me obrigar a voltar, fazer o vento parar e me assentar no chão, voltar a terra. Mesmo sabendo que isso vá acontecer, mais cedo ou mais tarde. E eu espero que seja mais tarde. Que seja menos pó e mais vento.

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