Ontem fui tomada por um sentimento de falta, difícil de ser explicado, de repente havia uma lacuna a ser preenchida e um tédio enorme havia se instalado. Então, saí com o simples propósito de preencher tal lacuna com alguma alegria. Fui ao encontro de algo sem saber o que encontrar. Parti. Foi nesse contexto que o inesperado aconteceu, que fui brindada pelo inusitado. O acaso se encarregou de tudo e uma deliciosa surpresa se fez presente.
Gosto do inusitado. Mais que do programado. Enquanto o primeiro é divertido, espontâneo, vasto, o outro é enfadonho, regrado, limitado. Gosto também das surpresas (das boas, é claro!). É certo que elas causam alguma ansiedade quando anunciadas de antemão, mas essa ansiedade de saber que algo bom está por vir é gostosa, gera uma expectativa, alimenta a vontade e abre espaço ao inusitado.
Eu sei que não dá pra viver só do inesperado. As coisas da vida têm que ser sabidas, pensadas, trabalhadas,... Mas as situações surpreendentes são como que o tempero da refeição diária: têm que ser dosadas, mas fazem toda a diferença em um prato. Só é preciso saber se a intenção é só matar a fome ou satisfazer o paladar.

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